Luiz Netto

Fotografia & Meio Ambiente

Indigenismo

Indigenismo / Trabalhos

Teaser “O Desafio Fulni-ô”

Neste mês eu me aventuro em alguns lançamentos na área de vídeo. Falo nos próximos dias sobre a websérie Saberes Tradicionais, mas hoje deixo um pouco do trabalho que está por vir, o média metragem “O Desafio Fulni-ô”, em que divido direção com a indígena Iris Almeida e onde conversamos com vários colegas de sua etnia sobre as dificuldades da etnia em manter suas tradições nos dias atuais. 

Também voltarei em breve a falar sobre o filme, quando o mesmo estiver montado, por ora, compartilho da agradável sensação que venho sentido de explorar a direção e a fotografia dentro de alguns trabalhos autorais de vídeo, algo que já planejava fazer há tempos, apesar de já ter trabalhado em dezenas de produções audiovisuais como produtor e produtor executivo, faltava de fato, “fotografar” os filmes. 

Por mais que a fotografia seja minha grande paixão, tantos anos percorrendo comunidades indígenas, sempre me fez sentir falta de registrar tantos depoimentos relevantes que cruzavam meu caminho, de certa forma tais depoimentos eram registros que a pura fotografia não alcançava, motivo que me fez pensar numa série de trabalhos de audiovisual da temática indígena que pretendo realizar nos próximos anos, paralelo aos trabalhos fotográficos.

A seguir o primeiro teaser de “O Desafio Fulni-ô”, que sai produzido (pra variar) pela sempre ótima Panorama Cultural.

Fotografia / Indigenismo

Entrevista – Claudia Andujar

A vida é recheada de coincidências. Venho sendo cobrado nos últimos dias pra atualizar o blog com mais frequência. Os dias em campo, com pouco acesso a internet, não vêm ajudando muito neste sentido, ainda assim, ontem me peguei tentando começar a escrever um texto sobre Claudia Andujar, uma das fotógrafas que mais se dedicou à causa indígena no Brasil.

Eis que enquanto escrevo, um colega compartilha no facebook matéria de ontem do excelente portal Brasil de Fato, justamente sobre a última entrevista da fotógrafa em áudio, vídeo e texto,

Vale a pena ver, ler e ouvir. Basta clicar AQUI.

P.s. prometo que em breve termino o post que estava escrevendo sobre ela.

Indigenismo

Professora disponibiliza atividades pedagógicas sobre povos indígenas para uso em sala de aula

Rafaela Albergaria, professora de História e Sociologia da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, disponibilizou recentemente a íntegra de sua dissertação de Mestrado Profissional em Práticas em Educação Básica.  O trabalho é orientado pela professora Vera Lúcia Bogéa Borges e aborda quatro atividades pedagógicas em cima da temática de povos indígenas voltadas para professores de História do Ensino Médio. 

O material gratuito pode ser encontrado AQUI.

A didática especialmente em cima de jovens do Ensino Médio com pouco ou nenhum contato com comunidades indígenas é essencial para o entendimento e construção de uma massa crítica positiva em favor dos povos tradicionais.

Divulguem! Ajudem a chegar ao máximo possível de professores!

Indigenismo

Dom Pedro Casaldáliga

A igreja que historicamente auxiliou a escravizar, aculturar e dizimar as comunidades tradicionais brasileiras paradoxalmente viu surgir no século XX muitas figuras católicas dispostas a corrigir os erros grosseiros do passado, cunhando grandes defensores das comunidades e de todo seu legado (tardições, idiomas, entre outros).

Das figuras pernambucanas não há como não citar Dom Helder e o Padre Alfredo Dâmaso, profundo defensor dos índios Fulni-ô, no município de Águas Belas. A nível nacional, uma figura sempre se destaca, o espanhol Dom Pedro Casaldáliga, ainda a espera de seu tão merecido Nobel da Paz que teima em não chegar e que vai perdendo a corrida para o Parkinson.

Sempre que uma nova matéria sobre Casaldáliga é publicada, mais histórias espetaculares são contadas e na ausência de outra biografia melhor sobre ele, resta-nos as matérias como esta do El Pais, publicada há poucos minutos. Vale a lida clicando AQUI.

Casaldáliga, que também é ótimo escritor, faltou justamente registrar em vida muito dessas experiências, enriquecer o pobre acervo bibliográfico brasileiro sobre nossas etnias e a luta das comunidades tradicionais, limitou-se a livros de cunho religioso, o que não diminui sobremaneira sua relevância para a a história do Brasil.